terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dois patinhos na lagoa

Ontem foi meu aniversário: dia 30 de janeiro, 22 anos. Parabéns pra mim!
Só por curiosidade: esse NÃO foi o meu bolo 
Foi uma mistura de manhã depressiva e solitária, tarde surpreendente com uma festa que eu não esperava e um jantar em família bastante agradável. Algumas emoções durante o dia, telefonemas e mensagens esperados e inesperados e outros esperados que não aconteceram. Presentes. Foi um dia com saldo bem positivo.

22 anos é uma idade interessante. Agora, definitivamente, eu saí do limiar da adolescência e cheguei ao status de adulta diante da sociedade. Mas só da sociedade.

Resumo da minha idade:

Tenho 22, mas ainda não consigo me considerar uma mulher. Tenho uma vida social pífia - que significa sair de vez em quando -, hobbes simplórios - predominantemente ler, literatura, assistir filmes pouco densos e seriados e, às vezes, eu bato fotos -, ainda gosto de desenhos e histórias em quadrinhos e meu vestuário predileto é composto por: shorts, tênis e camiseta, três pares de brincos nas orelhas, dois anéis, um relógio e um colar que tem um ábaco como pingente, e odeio maquiagem. Ou seja,  sou praticamente desprovida de vaidade.
Ninguém acredita na minha idade! Não só porque eu tenho cara de 'menina', mas porque eu me comporto como uma. Tenho complexo de Peter Pan, um enorme medo de crescer e uma agonia sobre o futuro.
Evito relacionamentos. É só alguém ensaiar gostar de mim que me bate um desespero e uma louca vontade de sair correndo de envolvimento emocional.

Mas isso não é eu reclamando da minha vida. Muito pelo contrário: é um balanço. Sempre acreditei, e até comprovei, que é muito mais fácil mudar quando você aceita e admite como você realmente é. Mas o problema, ou não, é que eu não sei se eu realmente quero mudar. Apesar dos pesares me sinto confortável com a minha vida; a única coisa que me desagrada é a falta de perspectiva.

Parando pra pensar, 22 também é uma idade sugestiva. Dois números iguais e auto-descritivos. Entretanto, o primeiro algarismo ainda vai permanecer por um tempo, enquanto o segundo vai ser forçado a continuar mudando mais rapidamente. Logo, esse jeito de menina ainda vai ficar por um tempo, mas a 'mulher' vai tem que evoluir até assumir o papel de protagonista.


Viagem, né? Mas é confortante e um tanto lógico; dá um pouco perspectiva e é disso que eu preciso e eu acho que você também.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Dando uma de otaku

"Nesse verão, eu decidi fazer algo de diferente", então fui dar 'uns bons passeio' pelo Sana fest.


O dia começa com uma fila assustadoramente quilométrica.
Faixa etária: 16 anos. Padrão: roupa preta e algum detalhe esquisito. E muitas, muitas orelhinhas.
À primeira vista, é um pouquinho assustador.
Então começam a aparecer os colsplays e a diversão começa quando a gente lembra e tenta adivinhar quais são os personagens deles. Confesso que lembrei de muito poucos, mas ainda assim tirei (fui forçada)  foto com alguns.

Os que eu sei quem são: Saori (Cavaleiros do Zodíaco), Ceres e Marine
(Guerreiras Mágicas de Rayearth) e Sakura (Sakura Card Captors)   
O mais interessante é que eles passam o dia tirando fotos; eles vão para, basicamente, serem fotografados. Mas ainda tem o concurso de colsplays, que escolhe o melhor aparentado, e a batalha de colsplays, onde eles encenam uma batalha usando os mesmos movimentos e poderes de seus personagens.

E eles vêm só pra tirar fotos?É... é legal! Teve um ano que veio um cara de Majin Boo e passou mal de tanta gente em cima dele pra tirar foto.


Tem também o karaokê com as músicas dos animes e com um monte de otaku fingindo que sabe cantar em japonês. Mas também tem música de verdade. Este ano veio Eizo Sakamoto, conhecido por cantar as músicas de abertura de vários animes (tipo Dragonball Z, Cavaleiros do Zodíaco e Digimon). Ele ainda tirou fotos e distribuiu autógrafos para fãs e transeuntes.


Bora tirar foto com ele... Ele é famoso! - E quem é ele?
Eu vou, mas vocês têm que ir comigo. - E por que tu não vai só? - Nãm... eu nem conheço ele...

Também tinha Comic Con, com encontro de fãs de Harry Potter, Star Wars, Crepúsculo, Supernatural e The Walking Dead. O pessoal fica discutindo sobre os livros/episódios/filmes, distribuindo brindes e fazendo brincadeiras relacionadas ao tema em questão.

E muitos videogames também. Atuais, mais antigos e muitos outros que eu não faço a mínima ideia de como se chamam.
Ah! E jogos de tabuleiro também.

Agora, a parte mais interessante: os stands de lojas. Muitas coisas muito lindas para comprar (lógico). E outras bem estranhas também. Tinha de tudo: camisas, cuecas, tiaras, algemas, bijuterias, maquiagem, bolsas, bandanas, luvas, botons, miniaturas, bonecos, pelúcias, adagas, sabres, takanas e plaquinhas. Uma forte tendencia desses encontros é o uso de plaquinha anunciando beijos e abraços grátis. E tem gente que quer mesmo.
E o que eu comprei? Bem... eu decidi que tinha que compra alguma coisa do Mokona e de Dragonball, mas teriam que ser coisa úteis. Ei-las:

Camisa do Mokona
Máscara de dormir do Goku
Fones de ouvido Domo-kun
Bótons: Marvin, o Andróide Paranóide; Holmer Simpson 'Vitruviano', a esfera do dragão de cinco estrela, Diego dos skeletanimals, o pássaro vermelho de Angry Birds e um bolinho lilás.

Fiquei de apaixonadinha. Olhaê...
E para finalizar, a parte mais engraçada do dia.
Esperando a coletiva dos dubladores terminar (ah é... estavam lá Miriam FisherPaulo Vignolo - que cantou 'Ai se eu te pego' na voz do Pinguim Capitão), eu e um amigo meu descobrimos que tinham desenhistas que lhe desenhavam em estilo mangá. Depois de vários minutos olhando os desenhistas, finalmente escolhemos um (na verdade, a gente escolheu a que tava desocupada, porque a gente tinha que ir embora) e fomos posar. Só que não ficamos quietos e parados; ficamos rindo desesperadamente e destilando o veneno em fofocando de uma tiazinha e do filho dela sem noção que queria um desenho dele, mas ele sendo o Mário.
Resultado: a desenhista pensou que nós eramos um casal e fez bonequinho apaixonados e com coraçõezinhos.
Daí o jeito foi só rir, né? E muito!

Saldo do dia: o dia começou um pouco assustador, ficou estranho e acabou muito divertido. Então... quem sabe no meio do ano eu repito a dose e descubro o que é o Sana de verdade?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Brincando de detetive

Dando continuidade ao meu projeto de ampliação ao conteúdo do blog, vou falar agora sobre cinema. E, para falar de filme, lógico que eu tinha que começar falando do meu gênero favorito: adaptações.
Então, este será um breve comentário sobre Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras.


Eu sou super suspeita para falar qualquer coisa sobre os filmes da franquia Sherlock Holmes, pois foi a partir do primeiro filme, de 2009, que eu meio que saí da admiração 'ignorante' e fui atrás de realmente conhecer o excêntrico detetive britânico e seu fiel companheiro. Foi depois de assistir ao primeiro filme que eu comecei a ler a obra de Sir Arthur Conan Doyle. Ainda não terminei, mas um dia eu chego lá.

Mas, falemos do filme.
o grande vilão
Watson (o maravilhoso Jude Law) finalmente se casa com Mary, mas tem sua lua de mel com Sherlock Holmes (Robert Downey Jr. sempre muito foda). Calma! Essa troca de companhia na lua de mel se deu pelo fato do arqui-inimigo de Holmes, o professor James Moriarty (Jared Harris) estar envolvido em uma série de conspirações objetivando desencadear uma guerra mundial iniciada entre França e Alemanha (qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência). Então, eles fazem um pequeno tour pela Europa, saindo de Londres e passando pela França, Alemanha e Suiça, e tendo ciganos como companheiros de viagem na maior parte do tempo.
E, para finalizar, o filme traz uma sutil referência/adaptação à história "The Final Problem", a qual se dá o embate final entre Sherlock e Moriaty com, finalmente, uma resposta genial e justificável da 'solução do embate' (spoiler ou não spoiler, eis a questão).
Acho que vale ressaltar que Mycroft Holmes (Stephen Fry) aparece, bastante 'excêntrico' por sinal, e a presença feminina do filme é por conta da cigana Simza (Noomi Rapace), a principal peça para desvendar os planos do professor.

Curiosidade: Interessante que a série da BBC One, Sherlock (tema para um provável próximo post), também utilizou a história d'O Problema Final no último episódio da segunda temporada, com uma saída bem interessante, mas totalmente especulatória sobre como Sherlock sobrevive.

o 'imortal'
Agora, os pontos altos do filme: a viagem para a Suíça de cavalo, na qual Sherlock vai num pônei, a cena no vagão de trem quando ele salva Watson e destrói a lua de mel do doutor, a incrível capacidade de camuflagem de Holmes, a milionésima morte e ressurreição de Gladstone (pra quem não sabe, o cachorro deles),  a cena em que ele tira Watson para dançar (muito engraçado) e as previsões de luta em câmera lenta que quando vão acontecer, desta vez, ocorrem totalmente diferentes. E o embate final, é lógico.
Mas, para que é fã, ainda tem outro ponto alto que brincar de ser detetive. Não há nada mais emocionante do que tentar e até conseguir desvendar alguns dos mistérios do filme antes que a solução seja escancarada para você. É bom se sentir inteligente...

Bem, acho que deu pra perceber que eu gostei muito do filme, né? Então, fica a recomendação de filme ou, em outras palavras, fica a dica! E aproveite.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Paranoia de posts

Eu tinha feito uma promessa a mim mesma de que faria mais posts para o blog e obedeceria a uma certa frequência de postagens. A intenção era essa mesmo e eu até tive algumas ideias (na verdade, eu tenho uma página inteira de ideias de posts), mas acontece que nem sempre os temas são recorrentes ou eu não estou com o estado de espírito ideal para escrever sobre eles. Ou, ainda, eu começo com aquele sentimento de paranoia de que alguém, em algum lugar, vai achar que eu estou escrevendo aquilo como forma de indireta e nunca mais vai falar comigo de novo.

Eu já falei que eu não costumo ficar soltando indiretas em posts. Tenho mais o que fazer. Entretanto, eu não posso evitar, algumas situações do meu cotidiano acabam 'inspirando' algumas coisas que eu acabo escrevendo (e publicando); o que não quer dizer que são um mensagem subliminar para alguém. Porém, eu fico achando que, se por ventura essa(s) pessoa(s), que participou(aram) dessa situação, chegar(em) a ler o que eu escrevi, ela(s) ficaria(m) um pouco sentida(s) e chateada(s) comigo. E é aí que aparece a minha paranoia e eu acabo não escrevendo.

O fato é que eu me acho meio esquizofrênica (mas bem de leve, tá?), pois eu nunca estou apenas no local que o meu 'corpo' está. Minha mente fica vagando e imaginando mil e um a situações que poderiam acontecer, ou eu simplesmente fico observando o que está acontecendo ao meu redor e tiro algumas conclusões, bem peculiares por sinal, das pessoas ao redor ou sobre o comportamento humano - essa minha atitude é até um pouco prejudicial pra mim, visto que tem gente que acha que eu uso drogas. E, às vezes, essas impressões até viram posts. 

O problema é que, como eu tenho a audácia de me sentir muito importante (achando que muitas pessoas vão ler o que eu escrevo), eu acredito que as outras pessoas também podem se achar muito importantes (achando que tudo é sobre elas). Aí, para evitar possíveis situações não muito interessantes, eu acabo me reprimindo e não atualizando o meu blog. Chato, não? (Pelo menos EU acho)